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11-08-2015 às 22:08

Nossa saúde começa pela boca

dentes

É isso mesmo, além disso, nosso organismo funciona como uma ORQUESTRA, ou seja, todos os órgãos trabalham em conjunto para uma grande SINFONIA! E quando um desafina, todo o corpo pode ser desafinado. Quando a saúde bucal não está em HARMONIA, várias bactérias e fungos podem se proliferar e atingir vários órgãos, gerando diversas doenças sistêmicas oriundas de infecções orais, como é o exemplo da Endocardite bacteriana, que é uma infecção grave das válvulas cardíacas ou das superfícies do coração, cuja bactéria que causa a doença pode ser proveniente da falta de higiene oral.

O ato de sorrir nos abrem muitas portas e mostra muito da personalidade de cada pessoa, mas além de uma estética ideal o que todos buscam é a qualidade de vida que está associada ao poder mostrar os dentes e tê-los saudáveis em nossa boca, buscando assim a harmonia da orquestra. Dentes, gengivas, bom hálito, enfim a saúde bucal é de fundamental importância para você se relacionar com as outras pessoas de maneira agradável e confortável. O cuidado com o sorriso além de demonstrar zelo com a aparência, e boa higiene pessoal, também causa simpatia nas pessoas que o recebem.

Ter um sorriso bonito e harmônico é motivo para elevar nossa autoestima. Contribui para nos rejuvenescer e encantar as pessoas. Afinal, quem nunca se deparou na rua com pessoas aparentemente tímidas, que ao escutar uma piada leva a mão na boca para poder sorrir? Mas para uma grande parcela da população brasileira, o hábito de não exibir os dentes pode ter por trás problemas bucais como cáries, dentes separados ou desalinhados, mau hálito, escurecimento dentário e até mesmo perda da dentição.

Além das condições estéticas, os problemas bucais levam a diversas outras consequências que afetam a nossa saúde em geral. Com a falta de dentes ou o mau posicionamento dos mesmos, por exemplo, afeta funcionalmente nossa capacidade mastigatória, assim ficando muito reduzida, tendemos a evitar os alimentos ricos em fibras e escolhem alimentos com menor valor nutricional, elevados teores de gorduras saturadas e colesterol, contribuindo para déficits nutricionais e, consequentemente, para um risco aumentado de aparecimento de outras doenças em nosso organismo. Além disso, as condições psicológicas que englobam pessoas com a desarmonia no sorriso levam a um abalo emocional, com grau de preocupação e falha na comunicação social, afetando diretamente nas condições diárias como no trabalho e ao entretenimento, levando a um indivíduo isolado da sociedade, pela vergonha do seu sorriso.

Quando se trata da saúde bucal, a realidade hoje não é tão assustadora como a de nossos avôs. Estudos do ministério da saúde (projeto SB Brasil 2003) mostram que um dos principais motivos de procura ao dentista na população jovem e adulta é pela prevenção, realizando cada vez mais serviços rotineiros como profilaxia (limpeza), porem as extrações dentarias são, ainda, utilizada como primeira opção de tratamento para os problemas bucais. Já nossa população idosa (65-74 anos), na qual herdou um modelo assistencial focado em práticas mutiladoras de extrações dentárias, o que levou a uma realidade precária com ausência de dentes, tendo assim uma alta demanda de serviços protéticos e reabilitadores. Esse estudo mostrou-nos um quadro atual de 66,54% de idosos brasileiros que usam algum tipo de prótese, devido ao grande numero edentulismo (falta de dente). O que nos leva a concluir que estamos zelando pela prevenção e diminuindo a gravidade dos problemas.

A falta de dentes que muitas das pessoas apresentam deve-se, essencialmente, à progressão da cárie dentária, que ocasionam a destruição dos dentes, e das doenças periodontais, que por sua vez levam à destruição dos tecidos de suporte dos dentes (gengivas, osso alveolar e ligamento que une o dente ao osso). Estas doenças têm um fator comum, a chamada placa bacteriana.

As práticas diárias adequadas de higiene oral, como a escovação dos dentes e uso do fio dental por si só já removem a placa bacteriana, contribuindo para a manutenção dos dentes durante toda a vida, e consequentemente, para a manutenção de uma boa saúde oral.

Para finalizar, seguem 10 dicas para manter nossos sorrisos harmônicos:

  1. Escovação deve ser feita sempre após as refeições, com escova de cerdas macias, arredondadas e cabeça pequena, para não traumatizar bochechas e língua, e facilitar a limpeza dos dentes do fundo;
  2. Não esquecer de escovar a língua, gengiva e a bochecha, porque as bactérias estão presentes em grande quantidade nesses lugares;
  3. Caprichar na escovação noturna, pois durante o sono a temperatura da boca aumenta, a produção da saliva diminui e as bactérias encontram um ambiente ótimo para se proliferarem.
  4. Usar pasta de dente com flúor e em pouca quantidade;
  5. O fio dental é imprescindível para uma boa higiene bucal. Com o auxílio deste produto é possível remover os resíduos alimentares de áreas onde a escova não alcança (entre os dentes). Ele deve ser usado antes da escovação, em todos os dentes;
  6. Se o fio dental desfiar quando você o passar entre os dentes, ou se você perceber alguma sensibilidade, CUIDADO!!!, pode ser cárie. Portanto, consulte um cirurgião-dentista, para que ele possa indicar o tratamento mais adequado para você;
  7. Alimente-se de forma adequada, consumindo alimentos ricos em fibras e grãos, frutas, verduras, legumes e proteínas;
  8. Evite alimentos açucarados e gordurosos. Eles podem provocar cáries e inflamação na gengiva;
  9. Evite o cigarro, pois pessoas que fumam têm maior probabilidade de desenvolver doença gengival grave;
  10. Visitas periódicas preventivas ao dentista (6 em 6 meses), além de mais econômica, se constituem na principal ferramenta para a manutenção de um sorriso saudável e bonito;

Dra. Lívia Alana S. Lopes
CRO/AL 3284

Condições de Saúde Bucal da População Brasileira, 2002-2003; Ministério da saúde; Brasilia, 2004. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/projeto_sb2004. Acessado em: 10/08/2015.

Caderno a atenção básica, nº17: ministério da saúde; Brasila, 2003. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_bucal.pdf. Acessado em: 10/08/2015.

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