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Após 17 anos, defesa dos réus sustenta que Susana matou PC Farias

PC Farias e Susana Marcolino, mortos em 23 de junho de 1996. (foto: Dida Sampaio/AE)

PC Farias e Susana Marcolino, mortos em 23 de junho de 1996. (foto: Dida Sampaio/AE)

Ás vésperas do julgamento dos quatro acusados de co-autoria do duplo crime que vitimou o empresário Paulo César Farias, ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente Collor, e sua namorada Suzana Marcolino, em 23 de junho de 1996, a defesa sustenta a inocência dos réus.

Em entrevista a rádio Gazeta de Alagoas na manhã desta terça o advogado criminalista José Fragoso disse que existem indícios suficientes para provar que Susana matou o empresário e se suicidou em seguida. “A porta do corredor que dava acesso ao quarto onde estava o casal estava fechada e a janela do quarto só foi quebrada pela manhã pelos funcionários após chamar e ninguém atender”, revelou.

PC Farias foi morto com um tiro no peito em sua casa na praia de Guaxuma, em Maceió, junto com a sua então namorada Suzana Marcolino.

O caso PC Farias ganhou grande repercussão em todo o país devido ao envolvimento do empresário alagoano com o ex-presidente Fernando Collor. “Mesmo viajando eu estava sempre atualizado dos fatos, pois os noticiários estavam sempre divulgando informações e entrevistas dos delegados Antonio Carlos e Alcides Andrade”, comentou Fragoso.

O julgamento dos os ex-seguranças de PC e réus no processo Adeildo dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar dos Santos e José Geraldo da Silva está marcado para o próximo dia 07 de maio e será presidido pelo juiz Maurício Brêda.

Conforme Fragoso, a defesa dos acusados arrolou vinte testemunhas, sendo cinco para cada um dos réus. Algumas delas também serão ouvidas pela acusação. A expectativa é que o julgamento dure ao menos três dias.

Fragoso que é conhecido como um dos advogados mais experientes de Alagoas revelou que o Caso PC Farias é o mais emblemático de sua carreira jurídica. “Depois do caso da deputada Ceci Cunha esse é caso mais polêmico em que atuei. Apesar de que não existem dúvidas que estamos diante de uma cena clássica de suicídio”, contou.

Fonte: Primeira Edição

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