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06-12-2018 às 20:12

Comando da Polícia Militar decreta prisão de policial eleito deputado estadual

Cabo Bebeto respondia a procedimento disciplinar na corporação desde o ano de 2016 após “abandonar posto”

Cabo Bebeto foi eleito com mais de 31 mil votos nas eleições de outubro
FOTO: REPRODUÇÃO

O deputado eleito Cabo Bebeto (PSL), antes mesmo de ir para a reserva remunerada para se tornar parlamentar, pode ter que ficar seis dias recolhido à prisão. Isso porque, ao final de um procedimento disciplinar da Polícia Militar, a prisão dele foi decretada . Apesar da decisão, o militar ainda não decidiu se vai recorrer da prisão. A assessoria do deputado eleito disse que ele não foi informado oficialmente, tomando conhecimento apenas da prisão por meio do Boletim Geral Ostensivo (BGO).

De acordo com a Polícia Militar, a medida como punição se dá em virtude de o militar ter “abandonado, sem ordem do superior, o posto e o serviço que lhe cumpria executar, sendo estes serviços de Comandante de Guarnição da ROCOM 2 e de Permanência ao PM BOX da Pajuçara, respectivamente”.  O referido fato foi registrado entre os dias 06/02/15 e 20/02/15. O despacho com a ordem de prisão é assinado pelo comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio.

“Ao lhe ser assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório, exerceu-o, porém não justificou o ato transgressional. Transgressões disciplinares de intensidade grave. Degrada para o comportamento BOM, devendo cumprir a punição no CFAP”, diz um trecho do decreto de prisão publicado no boletim interno da corporação.

Ordem de prisão contra deputado eleito foi publicada nesta quinta-feira

FOTO: REPRODUÇÃO

 

Mas, o processo disciplinar em questão teve origem em 2016. Desde que a notícia se espalhou pela imprensa, a Gazetaweb buscou contato com o militar. Um assessor do policial, que o acompanha, informou que ele se encontra em reunião com advogados.

O Cabo Bebeto foi eleito com 31.531 votos pelo PSL, mesmo partido de Jair Bolsonaro. Esta não foi a primeira vez em que ele disputou cargo público. Há dois anos, o militar foi candidato a vereador por Maceió e não foi eleito por pouco mais de 500 votos. Antes, porém, em 2014, havia tentado uma cadeira na Câmara Federal.

Por conta da formação militar, tem dito que pretende se aprofundar na pauta da segurança pública, mas também em projetos sobre educação.

Por meio de nota, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL) prestou solidariedade ao Cabo e pede que as autoridades da Secretaria de Segurança Pública (SSP) revejam a determinação. Para o Sindicato, a decisão vai de encontro ao estado democrático de direito brasileiro.

Confira nota na íntegra

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL) vem a público manifestar solidariedade ao Cabo Bebeto, que teve prisão decretada pelo Comandante da Polícia Militar, coronel Marcos Sampaio.

O Sindpol repudia a determinação do comandante da PM, considerando-a inoportuna, que afronta os direitos do militar, bem como a sua atual condição de parlamentar eleito.

O Cabo Bebeto vem de uma trajetória de luta e  de prestação de serviços aos profissionais de segurança pública, colocando-se em defesa das categorias da segurança pública, inclusive, participou do ato público contra o Governo do Estado, realizado pelo Sindpol, contra o atraso de quatro meses de pagamento às empresas terceirizadas. O não pagamento pôs em caos as delegacias, com a falta de serviços de limpeza e de alimentação dos presos.

O Sindpol solicita que as autoridades da Secretaria de Segurança de Alagoas revejam a determinação e retirem a punição ao militar, pois tal decisão vai de encontro ao estado democrático de direito brasileiro.

Gazetaweb

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