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Legistas de Arapiraca e Maceió decretam nova greve

Em julho, greve de legistas gerou tumultos.

Os 30 médicos legistas do Instituto Médico Legal de Maceió e de Arapiraca decidiram paralisar as atividades a partir desta sexta-feira (21). Exames de corpo de delito, necropsias e todos os demais serviços realizados pela categoria deixam de ser feitos por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada pela categoria nesta quinta-feira (20), após uma reunião em que estariam presentes representantes do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), do Tribunal de Justiça e do governo do Estado, porém este último não compareceu.

De acordo com o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, a negociação do salário dos médicos legistas estava sendo viabilizada com apoio do TJ e nesta quinta a Secretaria da Fazenda apresentaria uma proposta para ser avaliada. Sem proposta e sem justificativa, os médicos preferiram aguardar até a próxima reunião, que acontece terça-feira (25), com os trabalhos suspensos.

“O Estado não tem interesse em resolver a situação dos médicos. A Secretaria de Defesa Social não entende a importância dos médicos legistas, então, não vai haver médico legista”, ressalta Galvão.

Com a greve, os corpos das vítimas de crimes ou acidentes de trânsito podem ficar amontoados na sede dos IML ou ser enterrados sem o exame, e consequentemente, sem o atestado de óbito, assim como aconteceu na última greve dos legistas, em junho deste ano.

A saída que deverá ser definida pelo Estado, porém, não é de interesse dos médicos, segundo ressaltou o presidente do Sinmed. “O que será feito com os corpos é problema do Estado”, disparou.

O diretor do IML, Luiz Mansur, não estava em Maceió ontem e foi contactado por telefone pela reportagem, mas não atendeu às ligações.

Fonte: Tribuna Hoje

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