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“Minha Casa, Minha Vida” não passa de sonho, diz deputado

Maior projeto habitacional do governo Lula, o programa “Minha Casa, Minha Vida” não passa de um sonho para milhares de brasileiros. Vinte meses após o fim da gestão do petista, quase metade das casas contratadas na primeira etapa ainda não foram entregues. Faltam mais de 400 mil do total de 1 milhão de habitações.

Para o deputado Antonio Imbassahy (BA), o cenário é lamentável. Segundo ele, o governo do PT engana a população com promessas. “Fica cada vez mais caracterizado que o planejamento do governo petista é um misto de fantasia, boas intenções e enganação. Um dos exemplos é esse programa”, afirmou nesta terça-feira (14).

A situação é crítica, principalmente para os mais pobres. Do total de 483 mil residências prometidas para a população que ganha até R$ 1,6 mil, apenas 208 mil estão ocupadas, ou seja, 57% ainda estão à espera dos novos moradores, conforme mostrou o jornal “O Globo”.

A meta seria chegar ao final de 2014 com 2,4 milhões de moradias, mas, pelo que os números mostram, a promessa está cada vez mais distante. “Ainda no governo Lula foi lançada a meta de 1 milhão de moradias, mas nem metade das casas foram entregues. E, mesmo assim, a presidente Dilma lançou em seguida mais unidades habitacionais. Isso mostra incompetência, desleixo, sem falar nas irregularidades já denunciadas”, apontou Imbassahy.

Do programa do governo Lula, 80 mil imóveis sequer atingiram 50% de seu estágio de execução, de acordo com dados do Executivo federal organizados até 24 de julho. A Caixa Econômica Federal, responsável pelo programa, prevê que o restante será entregue até o fim do ano.

O deputado considera quase impossível essa previsão se realize. “A cada crítica feita pela imprensa e pelos partidos de oposição o governo reage com novas ‘medidas’, afirmando que está planejando e realizando. Mas não é nada disso que acontece. Os projetos antigos vão caindo no esquecimento, não da população, mas no do governo, que age de maneira irresponsável e inconsequente com quem mais precisa”, concluiu.

Na gestão Dilma, a população de baixa renda perdeu espaço no programa. Enquanto na etapa de Lula os mais carentes perfaziam quase a metade do total de 1 milhão de casas prometidas, até agora, das mais de 800 mil contratações da administração Dilma, menos de um terço é destinada aos interessados com renda de até R$ 1,6 mil.

O programa foi lançado em 2009 com o objetivo de reduzir o déficit habitacional no país. Em dezembro de 2010, a presidente Dilma lançou o Minha Casa, Minha Vida 2, com a meta de construção de 2 milhões de unidades habitacionais até 2014. Depois ampliou a meta para 2,4 milhões de casas.

Casas vazias

→ Dados obtidos pelo “O Globo” com os números das primeira e segunda fases nunca haviam sido divulgados em separado, ocultando a lentidão nas entregas contratadas na era Lula. A maior celeridade da segunda fase do programa acaba por tornar o desempenho geral mais positivo, levando a 856 mil o número de residências já entregues ao todo. O problema é que o governo tem metas para as contratações do programa, mas não para a entrega das casas aos moradores.

→ Mesmo quando concluídas as construções, há outros percalços até a entrega das chaves. Da primeira fase do Minha Casa, Minha Vida, há quase 150 mil casas prontas, mas sem moradores, por problemas como falta de conexão de redes de água e de esgoto, de ligação de luz elétrica ou mesmo por burocracias cartoriais, ainda de acordo com a reportagem.

Fonte: 7 segundos com Assessoria-PSDB

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