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Alagoas tem apenas 15% do esgoto tratado, o resto é lançado na natureza

Apenas 15% de toda a rede de esgoto em Alagoas são tratados, segundo a Secretaria de Estado da infraestrutura (Seinfra). Isso significa que 85% do esgoto produzido pela população no estado conhecido como o “Paraíso das Águas” seguem em direção a rios, lagoas e mar. O problema se deve a décadas de falta de investimento e planejamento no crescimento das cidades.

Para o secretário da Seinfra, Marco Fireman, os prefeitos não têm muito interesse em obras de esgotamento. “São obras que quebram a cidade toda, causam transtornos imensos e depois ficam embaixo da terra. Ninguém vê”, diz.

Canal de esgoto cai direto na Lagoa do Mundaú (Foto: Jonathan Lins/G1)

Canal de esgoto cai direto na Lagoa do Mundaú (Foto: Jonathan Lins/G1)

O Brasil está muito atrasado nesta questão de saneamento básico, que não envolve só coleta e tratamento de esgoto, mas também distribuição de água e coleta de resídios sólidos.

Para mudar esta situação crítica, que não é exclusividade de Alagoas, mas acontece em todo o país, o governo federal faz investimentos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em estacões de tratamento por várias regiões.

Em Maceió, de acordo com a Seinfra, apenas 32% do esgoto são tratados. E os efeitos desse descaso são vistos não só em bairros da periferia, mas nos cartões postais de Maceió. As belíssimas praias da capital são tomadas por línguas negras. A pior situação é do riacho Salgadinho. Aquele trecho da Praia da Avenida é motivo de vergonha para a cidade que recebe tantos turistas.

Em meio ao lixo, até um cadáver já foi encontrado no Riacho Salgadinho (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Em meio ao lixo, até um cadáver já foi encontrado no Riacho Salgadinho (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Mas nas praias mais frequentadas, como Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, os banhistas também se deparam com as galerias pluvias que se tornaram esgotos a ceú aberto. Ao passar pelo Farol da Ponta Verde o mau cheiro toma conta do lugar.

Se a situação nas lindas praias está assim, no bairros mais pobres é muito pior. Na Levada, bem perto do Mercado da Produção e não muito longe do Centro, a maioria dos moradores vivem às margens de um fétido canal.

O local fica muito próximo à Lagoa Mundaú, lugar de beleza exuberante e que seria mais uma atração turística para a capital, mas está abandonado e maltratado pela população e seus governantes.

Praias da capital são manchadas pelas línguas negras que seguem em direção ao mar (Foto: Jonathan Lins/G1)

Praias da capital são manchadas pelas línguas negras que seguem em direção ao mar (Foto: Jonathan Lins/G1)

Esgoto das casas são dispensados sem tratamento (à esq.); à direita, população convive com mau cheiro(Foto: Jonathan Lins/G1)

Esgoto das casas são dispensados sem tratamento (à esq.); à direita, população convive com mau cheiro
(Foto: Jonathan Lins/G1)

Metas
Segundo o secretário da Seinfra, Marco Fireman, até o final de 2013 Maceió alacançará 40% de tratamento de esgoto. E a meta é chegar em 60% até 2014.

Já para o estado a meta é alcançar 30%. “Até 2014 todos municípios reibeirinhos do Rio São Francisco estarão com as obras de esgotamento concluídas ou em andamento” afirma. Para Marco Fireman só em 2020 as principais cidades de Alagoas estarão 100% saneadas.

Investimento
Só de recursos federais já foram investidos R$ 230 milhões e ainda estão sendo aplicados mais R$ 200 milhões. No total são R$ 430 milhões de investimentos em tratamento de esgoto em Alagoas, segundo a Seinfra

Reprodução parcial do G1

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