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07-08-2018 às 23:08

Alemã é condenada a 12 anos de prisão por prostituir filho menor de idade

(Crédito: Reprodução/VEJA)

Uma alemã foi condenada nesta terça-feira (7) a 12 anos e meio de prisão por prostituir e violentar o próprio filho ao lado de seu marido, que já havia sido condenado por abuso infantil. O caso também gerou críticas sobre possível negligência das autoridades.

Durante mais de dois anos, entre maio de 2015 e agosto 2017, Berrin Taha, de 48 anos, e seu companheiro Christian Lais, de 39 anos, ofereceram a pedófilos por meio da dark web a possibilidade de abusar do menino. A mãe e o padrasto também abusavam do menor. Christian Lais foi condenado a 12 anos de prisão.

A dark web é uma área obscura da internet, recheada de páginas de conteúdo controverso e, muitas vezes, ilegal. Faz parte da deep web, que abriga sites que não são indexados pelos mecanismos de busca. Para acessá-la, é necessário o uso de softwares, configurações e autorizações especiais.

Quando o caso começou a ser julgado em junho, o menino tinha 9 anos de idade. O casal foi condenado, entre outros crimes, por prostituição forçada, estupro, abuso sexual e físico, humilhação e escravidão, em um julgamento que envolveu quase 60 processos diferentes.

Além deles, outras seis pessoas foram condenadas nas últimas semanas a penas que variam entre oito e 10 anos de prisão por terem abusado do menino em troca de dinheiro. Entre eles estão quatro alemães, um espanhol e um suíço.

A rede de pedofilia era operada como um negócio da cidade de Staufen, perto de Freiburg, onde o casal morava. Acredita-se que os abusadores pagavam por volta de 10.000 euros (43.100 reais) para abusar do menino.

Ainda segundo as investigações, há provas de que vídeos dos abusos foram vendidos por grandes quantias na internet. O caso foi revelado após uma denúncia anônima em 2017. Depois, o padrasto confessou o crime. Ele já havia sido condenado por pedofilia e posse de material pornográfico com crianças.

O advogado de defesa tentou atenuar a responsabilidade de Berrin Taha, argumentando que a mulher era dependente do companheiro e chegou a ser ameaçada para cometer abusos. O tribunal, contudo, rejeitou a justificativa. O juiz Stefan Bürgelin considerou que a motivação inicial da mãe pode ter sido a continuidade do relacionamento com o cônjuge, mas depois também existiram “razões financeiras”.

O serviço de proteção ao menor, a Justiça e a polícia foram muito criticados no caso porque o padrasto Christian Lais estava proibido de ter qualquer contato com crianças depois de cumprir uma pena de quatro anos de prisão – encerrada em 2010 – por pedofilia.

As advertências do serviço social de que Lais vivia na mesma casa que Berrin Taha e seu filho não foram levadas em consideração pelas autoridades.”O caso não termina com esta decisão. Revela os fracassos judiciais e oficiais dos quais temos que tirar lições em escala nacional “, disse Johannes-Wilhelm Rörig, comissário do governo alemão para a luta contra a violência a menores.

Fonte: VEJA.com

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