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10-09-2018 às 14:09

Perícia detalha dinâmica do crime contra Silvânio Barbosa

Reprodução.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial concederam entrevista coletiva no final da manhã desta segunda (10) em que detalharam a dinâmica do crime contra o vereador Silvânio Barbosa, morto em casa, no Benedito Bentes, na quinta-feira (6) à noite.

O corpo só foi encontrado no sábado de manhã, com muitas marcas de facadas, e o autor confesso, Henrique Matheus da Silva Souza, 18 anos, foi preso horas depois, na cidade de Pombal, na Paraíba.

De acordo com os peritos Wellington Melo e Victor Cavalcante, a versão contada pelo autor condiz com o que foi encontrado no apartamento. O homem estava com a faca no casaco e quando Silvânio se aproximou dele, no quarto, enrolado em uma toalha, teria sido atingido pelos golpes.

Foram constatados pela perícia 26 golpes. Além disso, o autor disse que chutou a vítima para que caísse da cama. Tudo começou por volta das 22h30.

O vereador, ainda segundo os peritos, agonizou por quase duas horas, e chegou a pedir ajuda a Henrique, toda vez que ele tentava ir embora. O autor teria voltado, a vítima lhe pediu água, e ele deu, fato também constatado na perícia.

Cinco profissionais trabalharam no caso e têm 20 dias para entregar o laudo pericial com a conclusão. A princípio, a investigação aponta que Henrique agiu sozinho e levou dinheiro, celulares, relógios e o carro da vítima, recuperados pela polícia paraibana.

A prisão

O delegado Fábio Costa, da Deic (Divisão Especial de Investigação e Capturas), explicou durante a coletiva que a prisão de Henrique Matheus foi feita na Paraíba quando a polícia de Alagoas já estava no estado.

Uma denúncia de moradores da cidade de Pombal sobre a chegada do autor com o carro da vítima levou a PM ao local e, após levantamento com a polícia alagoana, foi confirmada a participação dele no homicídio.

“No local do crime, já dei ciência aos meus superiores de que havia um suspeito na Paraíba. Estávamos em Campina Grande quando ele foi detido”, declarou o delegado. “Passamos todas as informações, informamos sobre pertences, manchas de sangue, e a partir disso conseguiram a confissão”, concluiu.

TNH1

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