
A mãe da bebê Ana Beatriz, de apenas 15 dias de vida, acusada pela morte da própria filha, está em liberdade. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas (Seris/AL). Eduarda Silva de Oliveira estava presa desde abril de 2025, quando o caso veio à tona e provocou grande comoção no Estado.
O episódio teve início no dia 11 de abril de 2025, quando a mãe procurou as autoridades e afirmou que a recém-nascida havia sido sequestrada às margens da BR-101, no município de Novo Lino. A denúncia mobilizou equipes de segurança e gerou forte repercussão, com buscas intensas e apelos públicos por informações.
Nos primeiros dias de investigação, no entanto, a Polícia Civil (PC) identificou contradições no relato. Testemunhas não confirmaram a versão apresentada, e a hipótese de sequestro começou a perder força diante das inconsistências.
A reviravolta ocorreu no dia 15 de abril, quando o corpo da bebê foi encontrado dentro da própria casa da família, escondido em um armário. No dia seguinte, Eduarda confessou o crime, afirmando que matou a filha por asfixia com um travesseiro.
A investigação foi concluída em maio de 2025. Eduarda foi indiciada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A hipótese de infanticídio chegou a ser considerada inicialmente, mas foi descartada por falta de comprovação de perturbação psíquica relacionada ao estado puerperal.
Quase um ano após a prisão, a acusada deixou o sistema prisional. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) informou que o processo tramita em segredo de Justiça e, por isso, não divulgou as condições da liberdade. A defesa de Eduarda Silva de Oliveira, por sua vez, informou que deve se manifestar por meio de nota.

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