
Um almoço simples em família terminou em susto para Luana Molon Juventino, de 27 anos, moradora de Rio Claro, interior de São Paulo. A filha dela, Margot, de 6 anos, ficou com uma pequena farpa de madeira presa nas amígdalas depois de começar a comer carne moída preparada em casa.
Segundo a mãe, a refeição daquele dia era composta por carne moída com molho, purê de batata e legumes. Assim que começou a comer, a menina reclamou de um incômodo na garganta. “Ela disse que parecia que estava arranhando”, lembrou, em entrevista à CRESCER. Em um primeiro momento, Luana olhou rapidamente e disse à filha que não havia nada.
Margot, no entanto, insistiu que havia algo a machucando. Para tranquilizá-la, a mãe decidiu filmar a garganta da menina com a lanterna do celular, acreditando que mostraria que estava tudo normal. “Quando liguei a luz e dei zoom na imagem, vi algo estranho. Parecia uma pequena farpa de madeira presa nas amígdalas”, contou.
Ao perceber o objeto, Luana tentou manter a calma, mas sua própria reação acabou deixando a filha assustada. Margot começou a chorar enquanto a mãe corria para lavar uma pinça de sobrancelha com água e detergente. Ela pediu que a menina respirasse com calma e evitasse engolir. “Ela abriu a boca e, por sorte, consegui retirar de primeira”, relatou.
Segundo ela, assim que a farpa saiu, a menina parou de chorar imediatamente. “Eu fiquei furiosa, porque aquilo simplesmente não deveria ter acontecido.”
Investigação sobre a origem da farpa
No momento do ocorrido, Luana afirma ter ficado desesperada e, por isso, pensou em levar a filha ao médico imediatamente. Ainda assim, decidiu agir rapidamente porque temia que, se a menina engolisse, o objeto pudesse entrar ainda mais fundo em sua garganta. Como Margot tem amígdalas grandes, a mãe avaliou que tentar retirar naquele momento poderia ser a melhor opção.
Ainda assim, logo após o episódio, ela entrou em contato com a pediatra da menina, que respondeu prontamente, fez algumas perguntas e tranquilizou a família. Como Margot não sentiu mais dor e continuou bem, não foi necessário levá-la para avaliação presencial.
Depois do susto, Luana passou a tentar entender de onde a farpa poderia ter vindo, uma vez que, em casa, não usam utensílios de madeira, como colher de pau. Ao relatar o caso ao açougueiro onde costuma comprar carne, recebeu uma possível explicação.
De acordo com o profissional, o utensílio usado para empurrar a carne no moedor era de madeira. A hipótese mais provável, então, é que o próprio equipamento tenha arrancado uma pequena lasca enquanto a carne era moída.
Luana afirma que sempre comprou no estabelecimento, que faz parte de uma rede conhecida nacionalmente, e que confiava na procedência do produto. “Mas depois desse episódio, nunca mais compramos lá”, disse.
A mãe conta que já tinha cuidado com o preparo dos alimentos, mas que a experiência mudou sua rotina na cozinha. “Quando fazemos tudo no automático, é impossível imaginar algo assim: uma farpa de madeira dentro da carne moída”, afirmou. Segundo ela, o episódio deixou um “pequeno trauma”, e hoje observa os pratos com muito mais atenção, especialmente quando prepara carne moída ou frango desfiado.
Após compartilhar a história nas redes sociais, Luana recebeu muitas mensagens de internautas relatando situações parecidas, enquanto outros demonstraram desconfiança. Houve, até mesmo, quem questionasse um suposto hematoma no rosto de Margot, que na verdade era apenas maquiagem com glitter roxo usada pela menina naquele dia.
Para a mãe, o episódio foi um grande susto. “Foi daqueles que deixam qualquer mãe sem chão”, desabafou. Apesar disso, ela afirma que a filha lidou bem com a situação e colaborou durante todo o processo. “Hoje fica o alívio e também o alerta.”

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