
Os resultados do Enamed 2025, exame que avalia a formação médica no Brasil, acenderam um alerta nacional. Isso porque, centenas de cursos de Medicina poderão passar por medidas de supervisão do Ministério da Educação (MEC) após desempenho insatisfatório. A avaliação foi divulgada nesta segunda-feira (19).
Diante do resultado nacional, nenhum curso de Medicina em Alagoas alcançou a nota máxima (conceito 5). Ainda assim, todas as graduações avaliadas ficaram dentro da faixa considerada satisfatória, com conceitos 3 e 4.
QUAIS CURSOS TIVERAM MELHOR DESEMPENHO?
Entre as instituições alagoanas, os melhores resultados ficaram com universidades públicas. A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), em Maceió, obteve conceito 4, com 76,5% dos concluintes atingindo desempenho igual ou acima do nível de proficiência exigido.
Ao mesmo tempo, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) também alcançou conceito 4 em seus dois campi avaliados:
- Ufal Maceió: 79,5% dos concluintes com proficiência
- Ufal Arapiraca: 83% dos concluintes com proficiência
Já as instituições privadas avaliadas no estado ficaram com conceito 3, o menor patamar ainda considerado satisfatório pelo MEC:
- Centro Universitário Cesmac (Maceió): 61% de proficiência
- Afya Centro Universitário de Maceió: 62,7% de proficiência
AVALIAÇÃO NACIONAL PREOCUPA MEC
Em nível nacional, o cenário é mais preocupante. Segundo o Inep, responsável pela avaliação, 99 cursos de Medicina (32%) ficaram com conceitos 1 ou 2, considerados insatisfatórios, e deverão passar por processos de supervisão do MEC, que podem incluir desde planos de melhoria até restrições na oferta de vagas.
Ao todo, o Enamed 2025 avaliou 304 cursos de Medicina e 89.024 estudantes e profissionais em todo o país.
CURSOS PODEM SER PUNIDOS?
De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, o Enamed funciona como um instrumento de diagnóstico da qualidade da formação médica no país. Desta forma, ele afirmou que o objetivo das medidas de supervisão não é punir instituições, mas corrigir falhas e elevar o padrão do ensino médico.
O MEC também garantiu que nenhum estudante será prejudicado durante os processos de supervisão aplicados aos cursos com desempenho insatisfatório.


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