
Com seis meses de salários atrasados, trabalhadores do Hospital Veredas recorreram à Justiça Federal para cobrar o pagamento dos valores pendentes. A unidade de saúde está sob intervenção judicial e é administrada pela empresa Geesta, apontada pelos servidores como responsável pelos atrasos salariais.
Os funcionários iniciaram o mês de fevereiro mantendo as manifestações grevistas e realizaram mais um protesto na Avenida Fernandes Lima, no bairro Farol, em Maceió. Em seguida, o grupo seguiu em passeata até o hospital. Além dos salários em atraso, os trabalhadores reivindicam o pagamento do 13º salário e outros direitos trabalhistas.
Entre os profissionais afetados estão enfermeiros, técnicos de enfermagem, copeiras, trabalhadores da higienização, maqueiros, nutricionistas, assistentes sociais, funcionários da farmácia, do setor de raio-X, administrativo, hotelaria, laboratórios, banco de sangue, recepcionistas, entre outros.
Durante o movimento, também passou a circular nas redes sociais um áudio que teria sido enviado a uma funcionária do hospital, no qual uma criança chora com fome enquanto a responsável relata que a casa está sem alimentos, situação que, segundo os servidores, reflete as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores diante da falta de pagamento.
Os sindicatos informaram que, apesar de diversas tentativas de negociação, a administração da unidade não estaria cumprindo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no início do ano. Os trabalhadores afirmam ainda que o hospital teria recebido mais de R$ 3 milhões entre dezembro e janeiro, mas que, mesmo assim, não houve a quitação de uma folha salarial completa, tendo sido paga apenas a segunda parcela do 13º salário de 2024.
De acordo com os servidores, os débitos incluem salários referentes aos meses de abril, maio, outubro, novembro e dezembro, além do 13º salário, complementos do Piso Nacional da Enfermagem e outros direitos trabalhistas pendentes.
Segundo integrantes do movimento grevista, não há previsão oficial para o pagamento integral dos valores devidos. A categoria afirma que a paralisação será mantida até que a situação seja regularizada.

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