
O ataque de um animal misterioso, na área rural do município de São Brás, no Agreste de Alagoas, não provocou somente a morte de porcos, mas também de ovelhas e cachorros.
A reportagem da Tribuna esteve no município ribeirinho, distante 150 km de Maceió, e constatou outros ataques com mortes, não apenas no Povoado Lagoa Comprida, mas em outras localidades rurais.
A morte de suínos tem intrigado os moradores e pequenos criadores na área rural do município de São Brás, no interior de Alagoas.
Há cerca de uma semana, no Povoado Lagoa Comprida, vários animais foram encontrados mortos com cortes circulares e furos também redondos no estômago, cabeça, pescoço e a ausência de sangue.
O mais estranho também, segundo relato de criadores, é de que as mortes dos porcos surgiram de forma repentina e intrigante, sem que ninguém ouvisse latido, barulho, correria e apenas o silêncio da madrugada e depois a descoberta que deixou as pessoas assustadas.
A propriedade rural fica localizada nas imediações de um frigorífico. Os moradores gravaram um vídeo com as imagens dos animais mortos, e um site de notícias, o Colégio em Tempo Real, publicou tudo nas redes sociais.
No local onde foram encontrados os porcos mortos não há rastros de pegadas, o que causou mais estranheza sobre o caso, que abriu espaço para várias teorias, como o ataque de cachorro-do-mato, raposas e até mesmo do lendário chupa-cabra.
A famosa criatura faz parte do folclore de parte das Américas e do interior do Brasil. O nome vem do vampirismo relatado do animal, e diz-se que o chupa-cabra ataca e bebe o sangue do gado, cabras, patos e galinhas.
As descrições físicas do chupa-cabra variam e alguns a descrevem como um cachorro grande e de pele escura, parecido com um lobo que anda em pé e com garras gigantes.
Por enquanto, o caso segue sem explicação oficial e os produtores da área rural de São Brás já pensam em convidar um biólogo para investigar o que, de fato, teria provocado a estranha morte dos animais.

É o que revela o agricultor Edmilton Miguel dos Santos, o Zitô, cuja família tem uma propriedade rural no Povoado Lagoa Comprida.
Dias atrás, o filho dele, Mateus Miguel dos Santos, resolveu criar três porcos para engorda e posterior venda. Mas os animais foram atacados por um animal desconhecido que invadiu a pocilga feita de cimento e com mais de 70 centímetros de altura.
O mais intrigante do caso é que Mateus Miguel estava na propriedade rural no momento do ataque e não ouviu qualquer latido ou som de animais correndo. Também não havia marcas de pegadas de gente ou de predadores como raposa, lobo-guará ou algum animal selvagem.
Para colocar mais mistério no caso, a pocilga fica a poucos metros das águas do açude da propriedade rural e o cachorro da família também foi atacado e morreu dois dias após os três porcos que Mateus criava.
“Estamos tristes e com muito medo. Não sabemos que bicho foi esse que matou os nossos animais sem fazer qualquer barulho. Não quero mais criar porcos e temos receio que ele ataque agora os bezerros, vacas e galinhas”, declarou.
A reportagem da Tribuna percorreu localidades vizinhas e constatou outros ataques ocorridos meses atrás, em pelo menos duas propriedades rurais, com a morte de cinco ovelhas e outro cachorro semelhante à forma como ocorreram as mortes dos três porcos no sítio da família de Mateus Miguel, na comunidade de Lagoa Comprida, na área rural de São Brás.
O mistério que cerca os ataques com as mortes de porcos, ovelhas e cachorros em São Brás está provocando prejuízos aos pequenos produtores rurais, que estão mobilizados para procurar apoio de especialistas para desvendar o mistério.

0 Comentários