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André Marechal

André Marechal

José André Ramos Silva é Gestor Ambiental, formado no Instituto Federal de Alagoas (IFAL), campus Marechal Deodoro. Atualmente frequenta o Curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Bolsa Família X Falta de fiscalização

Ilustração.

Milhares de famílias por esse Brasil a fora se beneficiam do programa do Governo Federal, denominado de Bolsa Família, que visa a transferência direta de renda, direcionado às famílias em situação de pobreza. Uma ótima inciativa, mas que vem pecando na falta de fiscalização.

Vários casos já foram noticiados de pessoas que não se enquadram nas condições para se ter acesso a este benefício, mais que recebiam (e talvez outros tantos ainda continuem recebendo) de forma indevida os valores.

Porém, o que me chama mais atenção é observar que o Bolsa Família, mesmo estando condicionado a permanência das crianças atendidas pelo programa, de estarem regularmente matriculadas nas escolas, muitas destas desistem ou não obtêm rendimento suficiente, quer seja por faltas ou por outros motivos, e mesmo assim continuam a receberem o benefício.

Essa também é uma realidade possível de ser observada na cidade de Marechal Deodoro. Muitos são os casos de pais, mães ou responsáveis que chegam nas escolas da rede municipal preocupados simplesmente em obter uma declaração que comprove a matrícula, para fazerem o recadastramento do Bolsa.

Mesmo nos casos em que se comprova que o aluno(a) desistiu, é muito pouco provável que o benefício seja cortado. Só lembro que esta possivelmente é uma realidade vivenciada também em centenas de muitos outros municípios brasileiros.

Se não há fiscalização, se não houver cortes para as famílias que pouco se preocupam com a educação formal dos filhos, o Bolsa Família, na minha humilde opinião, acaba sendo um prêmio a incompetência.

Já vi muitas situações em que um pai ou uma mãe chega na escola e o pedido de matrícula é negado. “Vou procurar a Secretaria de Educação”, “Vou procurar o Conselho Tutelar”, ou até mesmo: “Vou procurar o Prefeito”.

Seria ótimo se no fundo essas pessoas se preocupassem com o futuro dos filhos. Mas não; uma certa parcela querem mesmo é a famigerada declaração que comprove a matrícula, para assim poderem “garantir” o Bolsa.

Depois disso, vá se quiser pra escola e o resultado final é mais uma desistência ou reprovação no final do período letivo.

E no ano seguinte: ai da escola se negar fazer matrícula, porque começa tudo de novo.

Fazer o que? Brasil!

 

 

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