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André Marechal

por *Com informações, 23 de junho de 2022
última atualização em 25 de junho de 2022 às 15:06

E agora José? Vai pagar quando os precatórios do antigo Fundef?

Imagem ilustrativa.

O verso do poema de Carlos Drummond de Andrade cai bem nos dias atuais, principalmente depois que o prefeito de Maceió, JHC, anunciou que dará início a distribuição dos R$ 190.000.000,00 (cento e noventa milhões de reais), aos que fazem jus na educação maceioense dos chamados precatórios. Os docentes da antiga capital dos alagoanos querem saber agora quando é que o prefeito Cláudio Filho Cacau, finalmente irá anunciar o mesmo feito por estes lados.

Vale lembrar que terão direito a receber os benefícios os profissionais do magistério da educação básica que estavam no cargo, com vínculo estatutário, celetista ou temporário, durante o período em que ocorreram os repasses ao menos do Fundef (1997-2006). Se liga aí você que fez parte da educação em Marechal Deodoro neste período como professor, para não ser ‘esquecido’.

Só a título de curiosidades com os números, são supostamente 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais), sem as devidas correções monetárias, a serem rateados com todos os docentes que tiveram algum vínculo com a Semed na época. Vale lembrar que o valor real é um grande mistério.

Diante disso tudo fica mais uma vez a pergunta: E agora José?

Relembre o poema de Carlos Drummond de Andrade, cujos versos retratam em muito a atual fase política deodorense:

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

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