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Lições do passado, reflexões para o futuro

O conhecimento, a ciência, e a informação, este é o tripé que secularmente serve de base para o aprimoramento e o progresso das civilizações.

Sociedades que optaram, ao longo de gerações e gerações pelo estudo, pela pesquisa, por desvendar o desconhecido, pela inovação, e disseminaram aos seus cidadãos, os frutos deste conhecimento, adquiridos, hoje, desfrutam de altos padrões econômicos e sociais. Essas são conhecidas como nações desenvolvidas ou do 1º mundo, entre elas estão a maior parte dos países da Europa, EUA, Japão, Canadá.

Outros povos, ou nações, que historicamente, (e isto eu falo não de anos, mas de séculos ou milénios), se destacaram no passado, como grandes civilizações, entre elas as nações do norte da África, a exemplo do Egito dos Faraós, que há 3.000 anos já tinham tecnologia para construir as pirâmides, aquedutos, grandes templos, e técnicas de embalsamento de corpos, ou outras nações árabes (Pérsia atual Irã, Mesopotâmia atual Iraque), que inventaram há séculos os algarismos arábicos que usamos, a álgebra, a trigonometria, e que já tinham grandes conhecimentos na medicina, a certa altura da idade média, esses povos de tantas conquistas, optaram pelo fundamentalismo religioso do ISLÃ, e se fecharam ao conhecimento e ao resto do mundo, chegando ao ponto de limitar, ou proibir, a impressão e comercialização de livros que não fosse o Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos ), em seus territórios.

Outro exemplo de grandes civilizações do passado, que perderam o ponto do aprimoramento e do progresso social foram os povos do sudoeste da Ásia, como a Coréia , Vietnã, e a maior e mais importante delas: a China. Essa civilização de quase três mil anos de existência, foi durante vários séculos a grande potencia militar do mundo oriental, protegida por um exército de milhões de soldados, treinados e equipados por uma esquadra de navios gigantescos e ultramodernos para aquela época. Protegidos de ataques de inimigos do ocidente por recursos geográficos como a cordilheira do himalaia, e de uma muralha gigantesca que chegava a mais de vinte metros de altura e com milhares de quilômetros de extensão.

Tinham também o conhecimento de irrigação, técnicas de agricultura, tinham grandes conhecimentos de navegação e ainda na idade medieval, foram inventores da pólvora que foi a matéria prima na evolução das invenções que vieram depois, como: todas as formas de energia química, de armamentos, de veículos a combustão, aviões e foguetes. Inventaram o papel, que foi fundamental na evolução do conhecimento humano, pois com papel é que foram e são feitos até hoje os livros. Inventaram o relógio, e ainda alguns autores atribuem aos chineses a primeira máquina rudimentar de imprimir, ( anterior a do italiano Gutemberg ). Porém os chineses no início do XIII, por decisão dos mandatários da época optaram por se trancar ao mundo exterior, e fecharam-se à busca de inovação, de intercambio com outras culturas, e também não souberam aprimorar as descobertas e invenções adquiridas.

Por outro lado, os países da Europa e da América do Norte, em constantes guerras entre eles e assimilando conhecimentos adquiridos nos esforços dessas guerras, sabendo utilizar com grande competência o advento da invenção da máquina de impressão, da criação de núcleos de estudos e pesquisas, das primeiras universidades, do aparecimento de grandes pensadores e cientistas (Descartes, Newton, Galileu, Pasteur, Walt, Rousseau entre outros), das grandes invenções e descobertas advindas do estudo e da pesquisa, começavam a se modernizar e melhorar os padrões sociais e qualidade de vida dos seus habitantes e gozam desses privilégio até hoje.

Por outro lado, os países que se fecharam e deram as costas a inovação e o conhecimento, ficaram séculos à margem dos benefícios do avanço das civilizações e vários sofrem de atraso crônico, são os ditos países subdesenvolvidos. No entanto, alguns perceberam o equívoco, e depois de sofrimentos, atribulações e conflitos sociais, resolveram correr contra o tempo, e priorizaram pesadamente o aperfeiçoamento do conhecimento, do intercambio com outras culturas, e em resumo colocaram como meta principal a educação do seu povo, estou falando do Japão há mais tempo, da Coréia do Sul, da Índia, e mais recentemente da China, que depois que se abriu ao mundo e colocou como prioridade a educação, em menos de trinta anos, passou de gigante comunista adormecido, para locomotiva da economia mundial, saltando de 20º para 2º produto interno bruto do mundo.

Bem, toda essa minha conversa, que até eu considero longa demais, é para chegar a seguinte reflexão: onde nós deodorenses, alagoanos e brasileiros, queremos chegar, ou ficar no futuro?

Será que estamos fazendo a lição de casa quanto à educação do nosso povo?

Será que no Brasil, os benefícios do crescimento da economia, sem a melhoria generalizada da educação, serão absorvidos quantitativa e qualitativamente por todos, ou será só para os mais preparados?

Reconheço, não serei só eu, a dar essas respostas, porém acredito que um bom começo, será elegermos nas próximas eleições, lideres que comprovadamente valorizem a educação e o conhecimento.

2 Comentários

  1. Mércia Rocha disse:

    Texto perfeito… nos leva à reflexão de como estamos investindo, cobrando e priorizando uma educação com qualidade para nossos filhos. O conhecimento é realmente a chave para o sucesso pessoal de modo geral. Dr. João Lopes é exemplo disto….

  2. Gabriel disse:

    so com educação e qualificação teremos uma MARECHAL de futuro DR: JOÂO LOPES orgulho dos DEODORENSES

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