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Em plenário, Vereador Jorge Mello fala sobre a violência em Alagoas

Foto: Arquivo MN

Foto: Arquivo MN

Abaixo transcrevemos na integra discurso do Vereador Jorge Mello na Câmara sobre a violência em Alagoas:

Venho a esta tribuna em um momento extremamente difícil para todos nós alagoanos, que vivemos com índices de violência nunca antes visto em nosso Estado, para denunciar o descaso com o qual é tratada a segurança do povo Alagoano.

Apesar da divulgação de dados mentirosos e desonestos do Chefe do Executivo Estadual e sua equipe, todos rebatidos por órgãos como OAB e outras renomadas instituições, o governo permanece silente quanto as providencias que já deveria ter adotado para dar um basta a criminalidade que campeia na terra alagoana.

Em 7 anos do desgoverno Vilela mais de 15.000 alagoanos tombaram vítimas da violência. Isso significa mais mortos do que na guerra do Afeganistão, segundo dados da própria Organização das Nações Unidas.

Nesse período, Alagoas se transformou no paraíso da marginalidade. A leniência do governador para com o avanço da violência deixou nossa sociedade orfã das ações de combate ao crime.

O pior é saber que o senhor Teotônio Vilela tinha como plataforma prioritária de campanha eleitoral o combate a violência. Tanto é assim que prometeu e prometeu a todo o tempo contratar 4 mil homens para a Polícia Militar, sendo mil contratados a cada ano de governo. Hoje a sociedade se sente enganada com a promessa não cumprida. Tudo não passou de falácia.

Aliás, hoje o que se percebe é a Polícia Militar e a Polícia Civil desestimuladas com a redução dos seus quadros e a falta de valorização do homem. Os salários são baixos, a infraestrutura é a pior possível e autoestima do pessoal rolando o abismo criado pelo desgoverno Vilela.

Enquanto tudo isso acontece, o governador abarrota os órgãos do executivo e oferta para os demais poderes do Estado militares de todas as patentes, em contraste com a realidade do que vem acontecendo nas ruas.

O alagoano está sendo vitima de assaltos em cada esquina. A situação chegou a tal ponto que os bandidos invadem as residências e não escolhem as vitimas. Torturam e matam, crianças, adultos e anciãos. O terror se instalou nas Alagoas por absoluta falta de governo.

Ninguém mais está livre da ousadia dos criminosos. Até a briosa Polícia Militar está sendo vitima. O recente episódio de Porto de Pedras dá a exata dimensão do descaso do governo para com toda a nossa sociedade.

Quem poderia imaginar que os bandidos chegariam a tal ponto. Invadir um grupamento militar, arrastar um policial para o meio da rua e executá-lo em praça pública. Nunca se viu isso na história de Alagoas.

Ora, senhoras e senhores, isso nos remete à época medieval, completamente inadmissível para os nossos tempos. Vivemos o século XXI, época da harmonização do homem com o desenvolvimento tecnológico. Infelizmente aqui nossa realidade é outra.

É a realidade da falência da segurança pública. É a realidade de um governo sem compromisso com as necessidades do seu povo. Um povo que anda triste por se sentir abandonado e ultrajado nos seus direitos elementares, os quais são de responsabilidade do Estado, como a segurança pública, a saúde e a educação.

E foi em nome desses direitos que os próprios militares e demais categorias de servidores públicos, como os enfermeiros, atualmente, fizeram uma paralisação para cobrar do governo, além da segurança melhores condições de trabalho e salários mais dignos.

Sobretudo, por que toda sociedade tomou conhecimento que enquanto faltam condições de trabalho para os servidores e faltam homens para Polícia Militar fazer o policiamento ostensivo, o governo do Estado gasta uma verdadeira fortuna em banquetes, aluguel de aeronaves, locações de carros e com a propaganda oficial enganosa.

Para se ter uma ideia só com aluguel de helicópteros e aeronaves foram gastos mais de 87 milhões de reais e com banquetes no palácio para os amigos do governador e asseclas mais de 40 milhões.

Esses números podem ser verificados por qualquer cidadão no Portal da Transparência do próprio Estado. Lá está também registrada a fábula que se gasta com campanhas publicitárias para promover o governador. É dinheiro público sendo jogado pelo ralo.

Em Marechal Deodoro a situação não é diferente temos vivenciado as mais diferentes modalidades de crime possível, casos de furto, roubo, estupro, assassinatos. Tudo se tornou parte do cotidiano da nossa população.

E faço questão de registar que e a situação só não é pior por conta do trabalho destemido do Delegado Jobson Cabral e sua operante equipe, que apesar das dificuldades e falta do apoio do Governo do Estado, vem desbaratando quadrilhas que atuam em nosso Município. Quadrilhas que estão vitimando pais de famílias e os jovens deodorenses.

Lamentavelmente, sem governo, estamos vivendo o verdadeiro salve-se quem puder. A omissão do Estado só não é maior diante da barbárie, graças ao trabalho que a imprensa alagoana tem feito diariamente, denunciando os criminosos e cobrando mais responsabilidade e ação de governo.

Nossa esperança é que o governo federal, por intermédio do Ministério da Justiça, assuma de vez o comando do combate ao crime em Alagoas e traga a paz para o nosso povo. Qualquer programa ou projeto que dependa de contrapartida do governo estadual tende a não ter o sucesso desejado, como acontece agora com o Plano Brasil Mais Seguro.

O Plano é bom, mas o governo Teotônio Vilela não tem competência para executá-lo. E por isso Alagoas aparece nas estatísticas do Ministério da Justiça, como o Estado campeão de violência no País.

Chega de tanto marasmo. Chega de tanta incompetência. Nossa gente quer ação de governo que nos livre a todos da criminalidade desenfreada. Temos a certeza que com fé em Deus e o apoio do governo federal vamos vencer esse mal.

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