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Advogado diz que crise motivou prisão de capitão da PM

Capitão Rocha Lima (foto: cortesia)

A prisão do capitão da Polícia Militar Antônio Rocha Lima foi motivada, segundo o seu advogado, Thales Azevedo, por uma crise nervosa devido à falta de medicamentos que o oficial estava utilizando há pouco mais de um ano. O capitão foi detido acusado de disparar em via pública na Rua Santa Luzia, no Povoado Barra Nova, no município de Marechal Deodoro, na noite de ontem (22).

Para o advogado, as informações divulgadas na imprensa não são, em sua totalidade, verdadeiras. O que teria acontecido na verdade seria um surto psicótico. “Há mais de um ano Rocha Lima está afastado de suas funções na briosa Polícia Militar. Essa situação aconteceu em decorrência de problemas psicológicos. Na noite desta quarta-feira, os disparos de arma de fogo foram motivados por um surto. O militar pensou que estava sendo perseguido por bandidos e que iam atentar contra sua vida. Como operacional que sempre foi ele apenas tentou reagir”, esclareceu.

Apesar do tratamento, o advogado argumentou que há dois meses o governo de Alagoas suspendeu a assistência farmacêutica que era oferecida ao militar. “Do nada Rocha Lima ficou sem remédio e o resultado foi esse. É preciso esclarecer o que é verdade e que é boato. Em nenhum momento ele atentou contra a vida de ninguém”, colocou.

Sobre a pistola 380 que Rocha Lima portava no momento em que foi detido, o advogado informou que não há problemas nesse contexto. “O meu cliente, como todos sabem, sempre foi operacional. Ele tem porte de arma e que a Polícia Militar reconhece. A arma é dele e está registrada. Agora, os familiares vão trabalhar no sentido que a Polícia o reconheça como uma pessoa que apresenta problemas psicológicos e, nesse caso, a reforma é uma opção”, pontuou.

Antes do final de semana, o advogado ingressará na Justiça para tentar liberar o militar. “Ele está completamente dopado e negou que tenha feito essas coisas que as pessoas estão dizendo. Em nenhum momento ele urinou na rua ou expôs sua pistola para os transeuntes como afirma a Polícia”, frisou Azevedo.

Segundo o Centro de Informações da Defesa Social (Ciods), os disparos efetuados em via pública foram, na verdade, na proximidade da casa do delegado de Polícia Civil, Angélico Farias. O militar foi detido enquanto comia um passaporte numa lanchonete na Serraria e segundo o advogado Rocha Lima não ingeriu bebida alcoólica.

Após toda confusão, o comando da Polícia Militar prometeu fornecer os medicamentos necessário, segundo Azevedo.

Fonte: Cada Minuto

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Marechal Notícias