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“vítima minha eu nunca deixo viva”, diz acusado de sequestros em Alagoas

Trio preso acusado de sequestros em Alagoas (Emergencia190)

Cerca de 15 dias após o sequestro do fazendeiro Edvaldo Ribeiro, proprietário da fazenda Floresta, no município de Atalaia, interior de Alagoas, policiais da Delegacia Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil, prenderam quatro suspeitos suspeitas de envolvimento no crime.

Cícero Sebastião dos Santos, 32, o “Cícero Moleza”, a irmã dele, Maria Francisca dos Santos, 42, o marido dela, Cícero Macário da Silva, 52, o “Tito”, e o filho do casal, um adolescente de 16 anos.

Sebastião, tido como líder do bando, foi preso no Povoado Piripiri, no município de Boca da Mata e o casal, na Chã do Pilar, município do Pilar, em Alagoas. Na casa de “Cícero Moleza” foram apreendidos dois revólveres calibres 32 e 38, uma pistola, munições de fuzil, revólveres, crack, uma motocicleta e um aparelho.

Segundo a Polícia, Sebastião é suspeito de ter assassinato um integrante do Ministério Público Estadual (MPE) do Estado da Bahia e em Alagoas, dois irmãos evangélicos Elizafan Almeida de Lima, 39, e Eliane Almeida, 41. As vítimas foram encontradas amarrados, mutilados, com sinais de perfurações à bala, em um canavial na Fazenda Gavião, zona rural de Atalaia. O crime foi registrado em setembro do ano de 2005. Na época, após desaparecerem, deixando familiares e amigos preocupados, um telefonema para o pai dos irmãos, pastor Viriato, assustou a família, que até então não acreditava que nada de errado havia acontecido.

Na ligação, um homem afirmava que os dois irmãos haviam sido sequestrados e para que os parentes os tivessem de volta teriam de pagar um resgate de R$ 120 mil.
O bandido chegou exigir o afastamento da polícia do caso, mas o delegado Tarciso Vitorino continuou investigando e, com o apoio da Guarda Municipal, localizou o veículo Fiat Strada, placa MUW 7549/AL, que era dirigido por Elizafan. O carro estava abandonado nas proximidades onde os corpos foram deixados, todo revirado. Objetos pessoais das vítimas tinham desaparecido, o que reforçava a hipótese de sequestro.

As investigações levaram a Polícia a localizar Cícero Sebastião dos Santos, e Marcelo Lima da Silva que confessaram os assassinatos dos irmãos evangélicos. Eles chegaram a apontar José Sotero da Silva Filho, o “Lelé”, como o negociador do crime. Em depoimento eles também relataram que o mandante seria o vereador de Atalaia, Gilvânio Soares, que negou as acusações. O político, que foi preso e colocado em liberdade semanas após, foi executado no dia 29 de novembro de 2008.

Cinco meses antes, em julho daquele ano, o irmão do vereador, Cícero Girlon Soares, o “Lon”, e o primo José Cícero Gomes da Silva foram executados enquanto jantavam em uma churrascaria de Atalaia.

“Cícero Moleza”, que é condenado a 18 anos de prisão em Pernambuco por tráfico de drogas e já fugiu três vezes do Sistema Prisional de Alagoas. Segundo ele as fugas sempre foram facilitadas por agentes penitenciários, que após receberem propina, o deixavam sair pelo portão principal do presidio.

“Sai pela porta da frente como entrei … então não fugi”, disse Sebastião.

Em relação à participação da irmã, do cunhado e do sobrinho em crimes em Alagoas, Sebastião disse que ninguém de sua família tem envolvimento em ilícitos, contrariando a versão apresentada pela Polícia.

Sebastião, que assumiu a posse ilegal de armas de fogo e munições, foi enfático ao dizer que não participou do sequestro do fazendeiro Edvaldo Ribeiro. Segundo ele apenas emprestou uma de suas armas para um primo que alegou que “iria fazer um negócio” e ao devolver o revólver, entregou junto um aparelho celular. Foi através deste celular, que o suspeito vinha sendo rastreado pela Polícia.

“Eu estou sendo acusado desse delito ai, mas até agora eu nem sei onde foi isso e se eu tivesse cometido esse crime, vítima minha eu nunca deixo viva pra ser realista. Portanto não foi eu não”, disso o preso.

Já o delegado Antonio Nunes, da Antisequestro disse ao EMERGENCIA190 que a família de Sebastião era responsável em identificar possíveis vítimas do bando e a movimentação da Polícia. O delegado também confirmou que outros integrantes da quadrilha já foram identificados e devem ser presos.

Fonte: emergencia190

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