
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (10), uma operação para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Maceió em Letras Financeiras emitidas por uma instituição financeira privada.
Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Alagoas e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, a investigação tem como objeto duas aplicações realizadas pelo Iprev Maceió nos anos de 2023 e 2024, que totalizaram R$ 97 milhões.
A apuração busca esclarecer as circunstâncias relacionadas ao processo de credenciamento da instituição financeira, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos.
De acordo com a PF, há suspeita da prática de gestão fraudulenta, sem prejuízo da investigação de outros possíveis crimes que possam ser identificados durante o andamento do caso.
A Polícia Federal informou que as diligências têm como objetivo reunir elementos para aprofundar a investigação e verificar a regularidade dos procedimentos adotados na aplicação dos recursos previdenciários.
Outro lado
Em nota, o Maceió Previdência informou que colabora com as investigações e que tem fornecido informações solicitadas pelas autoridades competentes. O instituto também afirmou que os investimentos seguiram os procedimentos legais e administrativos.
Confira a nota na íntegra:
“O Maceió Previdência informa que vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes. O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas.”

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