
Considerado o assaltante de bancos e carros-fortes mais procurado do Brasil, Paulo Donizeti estava em Alagoas, há mais de 70 dias, e foi encontrado em uma pousada na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, antes de morrer em confronto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no último sábado (30).
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) durante entrevista após a operação. Segundo os relatos, o criminoso havia deixado o Ceará e passou a se estabelecer discretamente no litoral alagoano, onde foi monitorado por equipes de inteligência ao longo das últimas semanas.
A localização foi resultado de uma ação integrada entre Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Polícia Federal (PF) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que identificaram o paradeiro do foragido em uma pousada na região da Praia do Francês.
A partir da confirmação das informações, equipes do Bope foram acionadas para cumprir um mandado de prisão expedido pela Justiça. O planejamento da operação, segundo a polícia, buscou reduzir riscos para moradores e demais pessoas que estavam no local.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ao receber voz de prisão, Paulo Donizeti reagiu armado dentro do quarto onde estava sozinho, portando uma pistola. Houve confronto e ele acabou baleado, não resistindo aos ferimentos.
O secretário-executivo da SSP, coronel Patrick Madeiro, destacou a integração das forças de segurança no trabalho de inteligência que levou à localização do criminoso.
Já o comando do Bope informou que todo o planejamento operacional levou em conta o histórico de violência do suspeito, apontado como integrante de ações do tipo “Novo Cangaço”, caracterizadas por ataques a bancos e carros-fortes com uso de armamento pesado e explosivos.
Após o confronto, celulares e objetos pessoais foram apreendidos e encaminhados à Polícia Civil. As investigações continuam para identificar possíveis conexões do criminoso em Alagoas e apurar se ele mantinha vínculos com outros integrantes da organização criminosa durante o período em que esteve escondido no Estado.
Paulo Donizeti acumulava uma extensa ficha criminal e era considerado um dos principais alvos das forças de segurança no país, com atuação em diferentes Estados ao longo de mais de duas décadas.

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