
Uma fossa transbordando no Centro Gastronômico da Barra Nova preocupa comerciantes e consumidores de Marechal Deodoro. O mau cheiro afasta clientes, prejudica as vendas e levanta preocupações sobre saneamento básico, saúde pública e segurança alimentar na região.
Segundo Manuel Oliveira, responsável pelo quiosque “Que Delícia”, a fossa atende aos estabelecimentos ao redor da praça, mas seria antiga, pequena e insuficiente para o volume de esgoto produzido. Embora um veículo contratado pelo município realize a coleta às sextas-feiras, ele afirma que o esgoto volta a transbordar, principalmente nos finais de semana, quando aumenta o movimento.
O comerciante relata que vem procurando à Prefeitura de Marechal Deodoro e vereadores há aproximadamente dois anos, e que até o momento nenhuma secretaria sequer apareceu no local para olhar a gravidade da situação. Ele também informou ter buscado apoio do deputado Alexandre Ayres, que prometeu lutar para a retirada da fossa do centro gastronômico junto ao município.
Os comerciantes pedem que a fossa seja transferida para um local adequado ou substituída por uma estrutura de esgotamento sanitário compatível com a demanda do Centro Gastronômico da Barra Nova, que recebe cada vez mais clientes, além de muitos turistas, sobretudo, nos finais de semana, quando a fossa transborda.
Mas essa é apenas uma das várias situações e denúncias de abandono por parte da prefeitura em relação ao povoado da Barra Nova, já que moradores denunciam constantemente a situação de vulnerabilidade e destruição na região. Durante a quadra chuvosa, por exemplo, a queixa se refere principalmente da falta de pavimentação, do estado precário das vias e de problemas estruturais crônicos, onde ruas como a do Sindipol sofrem há décadas com a falta de drenagem e pavimentação definitiva, acumulando buracos e muita lama no período chuvoso, o que chega a impedir a circulação de ônibus escolares. A população enfrenta também severas dificuldades para realizar atividades básicas diárias e reclama da falta de cuidados constantes com a limpeza urbana da região.
Para piorar a situação, após o avanço do mar sobre o canal da lagoa atingir várias residências no início deste mês de setembro, a comunidade se sente abandonada pelo poder público municipal diante da falta de uma solução definitiva de contenção e proteção costeira.

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