
Mais de 2,4 milhões de eleitores alagoanos estão aptos a participar do primeiro turno das Eleições 2026 no domingo (4). A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, e o eleitor terá uma das maiores sequências de votação das eleições gerais: serão seis escolhas na urna, para deputado federal, com quatro números; deputado estadual, com cinco números; dois senadores, com três números, respectivamente; governador e presidente da República, com dois números, também de forma respectiva.
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) espera ter um desfecho da totalização dos votos até as 21h, embora ressalte que não há uma estimativa precisa para o encerramento da apuração em razão da quantidade de cargos em disputa.
O eleitorado alagoano é formado por 2.441.794 pessoas aptas a votar, conforme os dados da Justiça Eleitoral. As estatísticas oficiais permitem conhecer o perfil dos eleitores por sexo, faixa etária, município, escolaridade, cor ou raça, além de informações sobre pessoas com deficiência, identidade de gênero e outros recortes disponíveis no cadastro eleitoral. A base é mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser consultada por Estado e município no Portal de Estatísticas Eleitorais.
Nas Eleições 2026, 158,7 milhões de eleitoras e eleitores estarão aptos a votar em todo o país, de acordo com dados disponíveis na página de estatísticas eleitorais do TSE. Os dados ajudam a retratar o perfil do eleitorado em diferentes recortes, como gênero, idade, escolaridade, biometria, nome social, eleitorado no exterior e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A eleição para o Governo de Alagoas reúne quatro candidaturas. Disputam o cargo JHC (PSDB); Lenilda Luna (UP); Márcio Jambo (Democrata); e Renan Filho (MDB). Os registros constam no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE.
No cenário atualizado, a disputa pelo Poder Executivo em Alagoas deve mesmo ficar entre o ex-prefeito de Maceió, JHC e o senador Renan Filho, que já governou o estado por duas oportunidades. JHC também administrou a capital por pouco mais de seis anos.
A eleição pode ser definida já no primeiro turno caso um dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos válidos. Caso nenhum alcance esse percentual, os dois candidatos mais votados avançam para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Para efeito dessa definição, votos brancos e nulos não são contabilizados entre os votos válidos.
Na reta final das campanhas eleitorais, uma semana antes do dia da votação, Felipe Nunes, cientista político, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor-sócio fundador do instituto de pesquisas Quaest Pesquisa e Consultoria, divulgou que em 2026 pode ter até 19 eleições para governador resolvidas no 1º turno.
Alagoas está incluso nessa análise. A explicação para esse cenário está menos no humor do eleitor e mais na estratégia dos partidos. O número médio de candidaturas ao governo caiu de 8,3 em 2022 para 7,2 em 2026.
“Outras quatro estão acirradas entre dois candidatos, mas com os demais tão distantes que também podem terminar em 4 de outubro: Alagoas, Bahia, Ceará e Pernambuco”, informou.
Com menos nomes na urna, os votos se concentram nos dois ou três principais concorrentes, e fica mais fácil alguém ultrapassar a metade dos votos válidos.
Essa retração é efeito das regras eleitorais recentes. A cláusula de desempenho fica mais exigente a cada eleição, e o acesso ao fundo partidário e ao fundo eleitoral depende cada vez mais do tamanho da bancada na Câmara dos Deputados. Para os partidos, eleger deputados federais passou a ser a prioridade que garante sobrevivência e dinheiro nos anos seguintes.
O eleitorado alagoano vai definir, também, os representantes na Câmara federal, com uma bancada de nove deputados federais. Segundo o sistema de candidaturas da Justiça Eleitoral, o Estado registra 118 candidaturas para deputado federal.
Na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), serão preenchidas 27 cadeiras, com 144 candidaturas registradas para deputado estadual. A quantidade de vagas é definida de acordo com a representação de cada unidade da Federação, enquanto a distribuição das cadeiras entre os candidatos ocorre pelo sistema proporcional.
Isso significa que, diferentemente da eleição para governador e senador, o candidato a deputado não precisa simplesmente ser o mais votado individualmente para conquistar uma vaga. A distribuição das cadeiras considera os votos recebidos pelos partidos e federações, além da votação individual dos candidatos, conforme as regras do sistema proporcional.
A disputa pelo Senado também terá uma característica diferente em 2026. Duas vagas estão em jogo em Alagoas e, por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos.
Disputam as duas vagas para representar Alagoas no senado os seguintes candidatos: Renan Calheiros (MDB), Dr. Wanderley (MDB), Arthur Lira (PP), Marina Cândia (PSDB), Davi Davino Filho (Republicanos), Alexandre Fleming (UP) e Mariedson (Democrata).
O sistema eleitoral para o Senado é majoritário. São eleitos os dois candidatos que obtiverem o maior número de votos válidos no Estado. O sistema de candidaturas do TSE registra sete candidatos ao Senado por Alagoas.
A votação para senador ocorre antes dos votos para governador e presidente. Na urna, o eleitor deverá conferir atentamente o nome e o número de cada candidato antes de confirmar o voto.

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